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Tecnologia no setor financeiro democratiza o acesso a produtos: conheça o bancário autônomo

Bancário autônomo

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A regulamentação do Open Banking pelo Banco Central (BC), em 2020, fez com milhões de brasileiros se dessem conta dos benefícios da tecnologia para soluções cotidianas em serviços bancários. O surgimento de uma plataforma que une produtos financeiros de diferentes instituições é uma delas. Com sede em Florianópolis (SC), a Franq foi a pioneira no país. O modelo de negócio permite o surgimento de um profissional que, até então, era limitado a uma carreira tradicional dentro de instituições financeiras: o bancário autônomo.

“Aqui, bancários autônomos se tornam Personal Bankers: alguém com experiência no setor, uma boa carteira de clientes, e que não atua mais como gerente de banco, mas sim como um consultor, que recomenda produtos de vários deles”, explica Paulo Silva, CEO e fundador da Franq. Hoje, esses profissionais usam suas experiências para encontrar os melhores produtos aos seus clientes — desde crédito, empréstimo e seguros até contas correntes e investimentos de diferentes provedores. Em troca, os consumidores ganham acesso aos produtos e aconselhamento de quem entende sobre o assunto.

Para Rodolfo Brilhante Braga, de 31 anos, a oportunidade no setor apareceu durante a pandemia, enquanto era Gerente Regional do Sicredi, em Mato Grosso (MT), e precisava de maior autonomia para trabalhar de casa. Há quase dois anos como bancário autônomo e com cinco anos de experiência dentro de instituições financeiras, os benefícios da mudança de carreira foram mais tempo com a família e maior potencial de renda. “A possibilidade de ganhar mais, que no banco não depende única e exclusivamente de mim, agora não tem limite. Quanto mais eu produzir, mais eu ganho”, conta. Para ele, o desafio para quem começa é entender que passa a construir sua história do zero. “O mercado não quer saber quem você foi, quer saber quem você está disposto a ser daqui pra frente”, afirma o Personal Banker, que começou nos bancos como assistente de atendimento e chegou aos seus maiores cargos como Gerente de Agência e Gerente Regional Agro.

A experiência é semelhante à de Márcio Rodrigo Colman, de 44 anos, que dividiu sua carreira de 16 anos no mercado financeiro entre as instituições HSBC, Itaú Personnalité e Sicoob. Depois de passar pelos cargos de gerente regional, superintendente e diretor comercial, Colman avaliou a carência do mercado em questões de experiência do usuário e passou a traçar seu próximo passo profissional: ter uma própria assessoria de investimentos. Em 2020, pediu renúncia da posição que ocupava para investir em seu próprio negócio. “ “A grande diferença é você levar ao consumidor uma solução que não é engessada. Através da Franq, eu consigo mostrar as várias opções de mercado e situações que temos, traçando com ele um caminho. Com isso, você consegue entregar valor ao seu trabalho”, completa.

Para os Personal Bankers na Franq, são oferecidas em média três instituições para cada tipo de produto. Elas os remuneram sobre produtos vendidos e uma fração desse valor fica com a fintech. Então, não há cobrança de taxas sobre o cliente final, levando o processo a ficar mais democrático.

“A forma que a gente vende e compra produtos financeiros no país precisa ser revista. Quando você compra um carro, por exemplo, você vai na loja X e ele vai te dizer que o carro deles é o certo pra você. Você vai na marca Y e Z, eles vão dizer a mesma coisa, que tem o melhor carro para você. Se você não conhece sobre carros, você não sabe o que fazer. Com produtos financeiros é a mesma situação.”

Paulo Silva

Assim como aconteceu com os Corretores de Seguros, há trinta anos, com os Assessores de Investimentos, há pouco mais de 10 anos, o modelo de trabalho como bancário autônomo, na visão da fintech, deve ser a terceira onda de descentralização na venda de produtos financeiros.