Warning: Undefined array key "options" in /var/www/html/wp-content/plugins/elementor-pro/modules/theme-builder/widgets/site-logo.php on line 192 7 inovações tecnológicas que contribuem para reduzir as mudanças climáticas - WITRI

7 inovações tecnológicas que contribuem para reduzir as mudanças climáticas

7 inovações tecnológicas

Compartilhe este conteúdo:

O Dia Mundial da Terra, conhecido como Earth Day, foi reconhecido pela ONU em 2009 e é comemorado anualmente no dia 22 de abril. A data foi criada com a intenção de abrir o debate sobre questões que envolvem a conservação do planeta e de seus ecossistemas. O tema deste ano, “Investir no nosso planeta”, tem como propósito alertar para a necessidade de dedicar tempo, recursos e energia para resolver as mudanças climáticas. Para isso, são levantadas questões que geram um impacto sobre o meio ambiente e o papel das inovações tecnológicas para garantir a manutenção da sustentabilidade.

Para se ter uma ideia, somente em 2021, 157 milhões de hectares de florestas foram desmatadas no mundo, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Plantar bilhões de árvores poderia ser uma maneira eficaz de combater o reflorestamento e tirar o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera para enfrentar a crise climática. No entanto, é preciso fazer mais, ressalta o presidente do centro de pesquisa, tecnologia e inovação, Lactec, Luiz Fernando Vianna.

“Precisamos de soluções inteligentes de longo prazo que vão além da recuperação de desastres e da correção de emergências ambientais. É cada vez mais necessária uma mudança para um modelo de vida mais sustentável para passar da recuperação para a prevenção.”

Luiz Fernando Vianna

Com esse foco, são debatidos assuntos como a preservação de recursos naturais e a redução de emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global.

Confira 7 inovações tecnológicas que contribuem para reduzir as mudanças climáticas:

Energias renováveis

Em qualquer discussão sobre a mudança climática, a energia renovável geralmente está no topo da lista de alternativas para evitar os efeitos do aumento das temperaturas. Isso porque fontes de energia renováveis, como solar e eólica, não emitem dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global.

Além disso, a energia renovável é uma mudança necessária, uma vez que, nos últimos anos, os seres humanos dependeram fortemente do carvão, petróleo e outros combustíveis fósseis. Como resultado da queima desses combustíveis, os níveis de efeito estufa liberados na atmosfera nunca estiveram tão altos.

Mobilidade elétrica

Os veículos elétricos são uma parte importante do cumprimento das metas globais sobre as mudanças climáticas. Isso porque os transportes contribuem com 23% das atuais emissões globais de gases com efeito de estufa relacionados com a energia e 34% do potencial de redução dos gases com efeito de estufa urbanos. As tecnologias de eletrificação atualmente disponíveis têm o potencial de eliminar essas emissões até 2050.

Ou seja, as vantagens da tecnologia são claras: a poluição atmosférica e sonora é reduzida, enquanto as emissões são eliminadas. Portanto, a eletrificação é a forma mais flexível, energeticamente eficiente e sustentável de descarbonização de frota das cidades.

Smart Cities

Surgido na década de 90, o conceito se refere a cidades que utilizam as tecnologias da informação e comunicação para otimizar serviços e estrutura e melhorar a gestão de recursos. Em última instância, esse processo torna a cidade mais sustentável e melhora a qualidade de vida de sua população.

Alguns exemplos de processos adotados nas smart cities são o uso da tecnologia para monitorar o fornecimento de energia elétrica, o trânsito e a segurança pública; a digitalização do pagamento de tributos; os SACs informatizados e a automação das linhas de distribuição de energia.

Biofertilizantes

Usar biofertilizantes no lugar de fertilizantes é essencial para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente e evitar problemas como a contaminação de lençóis freáticos, rios e lagos. A aplicação do biofertilizante favorece a multiplicação de micro-organismos, proporcionando saúde e vida ao solo. Além disso, repõe minerais importantes no solo, deixam a terra mais porosa, o que permite maior penetração do ar até as raízes.

No Lactec, por exemplo, existe a produção de biomassa de microalgas, organismos vivos que não apenas nutrem as plantações, mas estimulam o seu crescimento e desenvolvimento. São biofertilizantes produzidos a partir de matéria orgânica.

ESG

O clima extremo se tornando mais frequente e a necessidade de tomar medidas para reduzir a mudança climática contribuíram para que os esforços em questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) subissem para o topo da agenda de investidores e empresas.

O ESG é uma forma de medir de que forma um negócio prioriza minimizar os impactos ao meio ambiente. O propósito é melhorar a qualidade de vida das pessoas do entorno e desenvolver processos de administração mais eficientes.

Usina solar flutuante

O funcionamento da usina solar flutuante é semelhante ao de uma instalada em terra firme. O diferencial é que neste formato, o complexo gerador de energia é instalado sobre a superfície da água, geralmente o lago de uma usina hidrelétrica, o que amplia a capacidade elétrica do espaço. Os módulos fotovoltaicos captam a radiação do sol e a convertem em eletricidade, que é injetada na rede de distribuição.

Como a água resfria o sistema, a usina solar flutuante tem uma melhora na eficiência energética. Entre outros benefícios, evita a proliferação de algas, libera o espaço terrestre para outras ações sustentáveis, além de reduzir a evaporação da água ao diminuir sua temperatura.

Monitoramento inteligente

Como os eventos climáticos extremos já são realidade, é essencial investir em tecnologia de monitoramento inteligente, que pode salvar vidas e conter maiores desastres. Monitorar encostas, por exemplo, pode ajudar a preservar estradas, grandes obras e comunidades que vivem nos arredores. Ações preventivas incluem mapeamento das áreas e classificação de risco, investigação geotécnica para conhecer os tipos de solo e rocha desses locais e instalação de instrumentos para monitoramento de deformações, nível d’água e índice pluviométrico. A partir destas informações é possível indicar estruturas de contenções das áreas de maior risco e prever uma possível instabilidade de uma encosta.