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Tecnologia Educacional: abordagem sistêmica garante eficiência

Tecnologia Educacional

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Revolução e expansão tecnológica. Mais do que a digitalização dos processos diários, a transformação digital na educação representa um novo mindset. Trata-se de repensar os papéis, a forma como interagimos, de perceber como tudo está interconectado e de entender que informações, ações, objetivos e pessoas, dentro e fora das escolas, influenciam a construção do conhecimento. Para isso, é preciso que tanto os envolvidos, quanto a estrutura das instituições de ensino, estejam preparados.

Gerações mais novas têm a tecnologia integrada às suas vidas, o que demanda que as escolas se adaptem e passem a utilizá-la como ferramenta pedagógica, adotando práticas inovadoras que possam transformar e melhorar o ensino com esses recursos, tornando os alunos mais protagonistas do que espectadores.

Segundo Arthur Buzatto, CEO do grupo educacional Vereda Educação, “nesse cenário, quem vai fazer uso da tecnologia educacional melhor é quem vai ter uma visão mais integrativa das suas soluções. Se os recursos nas escolas virarem tão somente uma ‘colcha de retalhos’, em nada vai ajudar nas práticas pedagógicas”.

A experiência da pandemia da Covid-19 também incitou medidas emergenciais e mudanças estruturais no contexto da educação brasileira, alavancando adaptações tecnológicas nas instituições de ensino. O que acontece, muitas vezes, é que as escolas podem acabar entrando em uma “corrida” para agregar cada vez mais processos em seus sistemas e não os adaptar de forma inteligente, tornando a cadeia de produção ainda mais trabalhosa para os colaboradores.

Importância da tecnologia na formação dos docentes

Em dezembro do ano passado, o CIEB (Centro de Inovação para Educação Brasileira) fez o lançamento do Relatório Guia Edutec 2022 com o objetivo de diagnosticar condições da educação no Brasil para orientar gestores a elaborarem planos de inovação para suas redes de ensino. Segundo o relatório, 43% das gestões escolares afirma que os professores apresentam habilidades e competências digitais em níveis iniciais e 45% declararam que a formação continuada de docentes gerou pouco ou nenhum impacto nas práticas pedagógicas. Esses dados ilustram a necessidade de se repensar como as tecnologias estão sendo implementadas para que elas não se tornem um obstáculo à aprendizagem.

“Muita gente trabalha a tecnologia pensando em apenas ter um diferencial, no sentido de o professor ter a opção de usar certo sistema ou realizar determinada tarefa em um aplicativo, algo puramente ferramental. Mas acredito na tecnologia como base dentro do processo de estruturação da gestão e da forma como ensinamos.”

Arthur Buzatto

Segundo ele, a visão adequada vai além de soluções pontuais como a gamificação do ensino. Ela contempla a utilização de inovações para estruturar a base da instituição como, por exemplo, a organização e a padronização automatizada dos mais de 15 milhões de dados que transitam pelos sistemas das escolas do grupo, reunindo, desde informações dos colaboradores até o controle das avaliações de ensino e desempenho dos alunos.

O diretor ressalta ainda que não desconsidera o efeito de engajamento que uma solução tecnológica possa gerar, mas se preocupa com a posição da tecnologia desconectada. Ele escolhe utilizar a tecnologia na Escola Vereda como um “pacto invisível” para minimizar os impactos na rotina, uma vez que docentes, responsáveis e alunos podem não perceber propriamente as mudanças no dia a dia das aulas, mas as utilizarão como base para todo o resto.

Arthur considera que usar bem a tecnologia é utilizar os processos da forma mais eficiente possível, com uso de inteligências artificiais ou de automatização de recursos, por exemplo. Ele também entende que tecnologias bem utilizadas devem estar contempladas nos processos da gestão e ter como base as informações e dados que estão disponíveis.

“Na Vereda, todo processo que acontece na escola tem uma roupagem de tecnologia. Então, toda interação e informação de um colaborador aqui dentro passa por uma solução tecnológica. Como nós temos um modelo de atuação bastante próprio, fornecer um ensino legitimamente de qualidade não é óbvio, e temos sido pioneiros nisso”, finaliza o diretor.