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O papel das edtechs no futuro da educação no Brasil

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Por Laila Barbosa Martins, CEO da Saber em Rede

O Futuro da educação no Brasil e o papel das edtechs

A educação, um dos pilares essenciais para a evolução de qualquer sociedade, vai muito além da simples transmissão de conhecimento; ela molda mentes e valores das futuras gerações. No entanto, em meio à aceleração das mudanças tecnológicas e às exigências de um mundo globalizado, o modelo tradicional de ensino tem se mostrado inadequado, enfrentando grandes desafios. É neste cenário que as edtechs, as empresas de tecnologia educacional,  surgem como protagonistas do futuro da educação. 

O Brasil tem emergido como um dos líderes no panorama das edtechs, abrigando algumas das startups de educação mais inovadoras da América Latina. De acordo com a pesquisa “The Latin America EdTech 100”, 40% dessas empresas estão sediadas no país. Esse percentual sublinha o dinamismo e o potencial do ecossistema brasileiro de edtechs, que tem transformado os métodos de ensino e aprendizagem.

As edtechs desempenham uma importante função na democratização do acesso ao conhecimento. Por meio de plataformas online e recursos interativos, elas permitem que estudantes de todos os cantos do país, independentemente de sua localização ou situação econômica, possam acessar conteúdos educacionais de qualidade. A relevância destaca-se principalmente em um país de proporções continentais e desigualdades marcantes como o Brasil. 

Além de democratizar, as edtechs personalizam a experiência educativa. Cada estudante possui seu próprio ritmo e estilo de aprendizagem, e as soluções oferecidas por estas empresas podem ser adaptadas para atender a cada um de maneira individualizada. Isso não só eleva a qualidade da educação, mas também amplia o engajamento e a motivação dos alunos. 

Outro aspecto inovador das edtechs é a capacidade de fomentar colaboração e conexão entre diversos atores do ecossistema educacional. Elas facilitam a interação entre educadores, estudantes, famílias e instituições, criando um ambiente de aprendizagem mais colaborativo e integrado que prepara os alunos para os desafios do mundo real.

É importante ressaltar que as edtechs não visam substituir o ensino presencial ou o papel do professor, ao contrário, elas devem ser vistas como complementos que enriquecem e expandem as oportunidades de aprendizado.

No Brasil, uma edtech que tem se destacado nesse cenário é o Saber em Rede, uma iniciativa que estimula a educação no país e se tornou a maior edtech de captação de alunos do Brasil. Por meio do Programa de Afiliados, a edtech permite que qualquer pessoa se torne um embaixador da educação. Esta abordagem não apenas promove a disseminação do conhecimento, mas também a inclusão e democratização do ensino superior.

O futuro da educação está sendo moldado  por essas inovações tecnológicas que prometem tornar o aprendizado mais inclusivo, personalizado e conectado. No entanto, para isso é necessário a colaboração entre o setor público, privado e a sociedade civil para garantir que a inovação educacional seja acessível a todos e gere impactos positivos duradouros.